Sobre a tradução de O raio que não cessa, de Miguel Hernández
- Alexandre Pilati

- 22 de fev. de 2025
- 1 min de leitura

... Sou tradutor no momento da tradução, não por ofício. Apenas enquanto traduzo os textos é que posso ser reconhecido como o responsável por uma interpretação poética do texto original que se pode chamar também de tradução. Digo isso não como forma de me defender diante das críticas certas que o trabalho merece receber, mas para deixar patente que o exercício de colocar em português os poemas de O raio que não cessa, no meu caso, se define pela minha formação profissional como crítico literário e estudioso da poesia e pela minha condição de poeta interessado em estudar outras poéticas na condição de alguém que conhece meios para a criação. Não sou, portanto, alguém que tenha se formado com trabalhos reiterados de tradução, embora tenha feito alguns esparsamente, e tampouco sou um especialista em literatura espanhola. Por isso, traduzir, em primeiro lugar, para mim, será sempre um trabalho de estudo dos versos de poetas que admiro e um exercício de aprendizado de técnicas e contato íntimo com formas, o que sempre achei muito enriquecedor para a minha própria busca de desenvolvimento de uma voz poética própria, legítima...
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