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O eu-cancional na obra tardia de Chico Buarque

  • Foto do escritor: Alexandre Pilati
    Alexandre Pilati
  • 8 de mai. de 2025
  • 1 min de leitura



O trabalho enfoca a constituição do eu cancional em duas canções do álbum Caravanas (2017), de Chico Buarque: “Tua cantiga” e “As Caravanas”. Parte-se do pressuposto de que o referido álbum pode ser concebido como uma síntese forte tanto do sistema cancional brasileiro quanto da própria obra de Chico Buarque anterior aos anos 2000. Assim, em diversos sentidos, Caravanas é comentário de dois sintomas socioculturais do Brasil contemporâneo: i) a “morte da canção”, como forma de reação propriamente estética ao fim das fantasias integradoras de imaginação da nação e ii) a “fratura social”, como fantasia fundante da imaginação hodierna do Brasil. As duas canções configuram-se, por sua vez, como expressões máximas da problemática que envolve esses dois sintomas. Os problemas estéticos da construção da voz cancional em cada uma delas é, portanto, campo privilegiado para se enxergar, através das formas literárias e cancionais, a dinâmica do processo social contemporâneo em curso no país. Destacam-se, entre esses elementos, a ficcionalização do eu lírico, o endereçamento poético, os modos específicos de entoação cancional e a presença de elementos poético-musicais arcaicos, ritualísticos, da tradição literária ocidental e outros, extraídos da grande cultura da diáspora negra, que fundam a própria forma canção no Brasil.



Artigo publicado em: REVISTA CERRADOS UnB v. 34 n. 67 (2025): Tramas dialógicas do cancioneiro brasileiro: estudos em literatura, linguística e música / Tramas dialógicas do cancioneiro brasileiro.

 
 
 

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