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A concepção de educação literária em Antonio Candido

  • Foto do escritor: Alexandre Pilati
    Alexandre Pilati
  • 11 de ago.
  • 1 min de leitura

Nesta semana, começamos o semestre letivo na UnB e mais uma vez trabalharei com a disciplina LABORATÓRIO DE ENSINO DE LITERATURA.


Por isso, lembro um dos primeiros artigos que escrevi sobre o tema buscando ressaltar a importância do pensamento de Antonio Candido para o desenvolvimento de uma certa "pedagogia da leitura da literatura".


Candido nos ensina que a literatura não se reduz a entretenimento, nem a documento sociológico, nem a vago exercício de letramento.


A ela nos achegamos com "emoção inteligente", que se torna plena quando encaramos o texto literário em sua especificidade estética. Para Candido, a literatura é, antes de tudo, uma “construção”, um objeto organizado pela palavra. E é nessa organização que reside seu primeiro poder humanizador: ela ordena nossa mente e nossos sentimentos, tornando-nos mais capazes de compreender o mundo.


Mas atenção: esse cuidado com a forma não é um esteticismo vazio. Ao contrário, ele se articula com a “função humanizadora” da literatura. Ela confirma a humanidade do homem e atua contra a alienação. Candido nunca separou o rigor da análise estética do compromisso com a transformação social.


Assim, pensar o ensino de literatura hoje, à luz de Candido, é recusar tanto o sociologismo vulgar (que vê o texto só como reflexo da sociedade) quanto o fruicionismo ingênuo (que se contenta com o prazer imediato). É assumir que o professor precisa dominar métodos de leitura, como o princípio da “redução estrutural”, que deem conta da complexidade do poema ou do romance, sem perder de vista o horizonte político emancipatório da educação.


📖 O artigo completo está no livro Antonio Candido 100 anos e disponível no link abaixo:



 
 
 

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